quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Esgotada.

Os olhares.
Não aguento nem o do meu espelho.
As vozes.
Distorcem dores em minha mente.
Os passos.
Seguem o meu caminho.
As ruas que eu gostaria de passar sozinha.
Elas estão cheias. Estão pesadas.
As preocupações me atingem ao outro lado da porta.
Teus pensamentos através dos olhares acorrentam a minha alma.
Eu não quero sair. Não quero as pessoas. Não quero o mundo lá fora.
Meu verdadeiro problema são as pessoas.
Passo o dia só.
Longe de tudo.
Vivendo pelos cantos.
Minha chave empoeirada, não quero ouvir seus ruídos.
Ando quieta para não ter que ouvir nada dilacerando a harmonia do silêncio.
A solidão traz consigo uma sensação de paz.
Tudo o que eu quero agora.
Mente isolada.
Olhos fechados.
Boca calada.
Corpo parado.
Dissecando um som qualquer me trazendo um mínimo sorriso ou a pior tragédia.
Uma pequena sensação de vida.
Enquanto eu tento morrer.
E que a solidão segure minha mão, antes que eu caia em solo mundano.

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